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Tratamento Ambulatorial: entenda como funciona a abordagem

Muitas são as dúvidas em relação a esse tema, pretendo neste artigo esclarecer a respeito e te apresentar outros tratamentos que se revelam eficazes no tratamento da dependência química.

Pretendo explicar também a diferença entre o tratamento ambulatorial da internação. Para além desses métodos de tratamento, vale lembrar que a dependência química requer ajuda especializada. 

Ter na família ou conhecer alguém que está inserido no mundo do álcool ou das drogas não é tarefa fácil, sei disso, por isso venho aqui te deixar mais bem informado sobre os métodos e técnicas para tratar a dependência química.

O que é o tratamento ambulatória para dependentes químicos?

O tratamento ambulatorial é um método em que o dependente químico, não fica internado, pois é uma forma digamos que rápida de atendimento. Neste tipo de tratamento a pessoa fica somente durante o dia recebendo toda assistência necessária.

Como funciona o tratamento ambulatorial?

No tratamento ambulatorial o paciente se apresenta durante o dia em uma clínica de reabilitação, sendo acompanhado por profissionais da saúde, como médicos e enfermeiros por exemplo, que prestam o seu atendimento. 

Nesse método de tratamento o paciente pode fazer uso de medicações se prescritas pelo médico que podem fazer a pessoa reduzir os efeitos da abstinência no corpo. Esse tipo de tratamento acontece quando a pessoa tem a consciência de que está sendo prejudicado pelas drogas.

Neste caso a pessoa se compromete em realizar um tratamento, sendo assim, a pessoa consegue decidir o que pretende fazer de agora em diante. 

Portanto, quando a pessoa ainda consegue ter um controle sobre a sua vida e ainda possui outras atividades em sua vida além do consumo de drogas, este é o momento mais indicado para esse tipo de tratamento. 

Onde o dependente químico pode fazer o tratamento ambulatorial?

Esse tratamento pode ser realizado em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos, ou em unidades de CAPS. Em uma Clínica de reabilitação, o paciente recebe um tratamento completo e recebe toda a assistência necessária e cuidado por profissionais das mais diferentes áreas da saúde.

Saiba melhor para que serve uma clínica de reabilitação e quais são os tipos de internação possíveis!

Qual é a diferença do tratamento ambulatório para a internação?

O tratamento ambulatorial é aquele em que o paciente passa o dia recebendo todo o suporte necessário para a sua saúde, com profissionais das mais diferentes áreas. Neste tipo de tratamento ele não precisa se afastar de seu convívio com seus familiares e deixar de executar as suas atividades do dia a dia.

Já a internação é um método de tratamento, em que a pessoa sai da sua convivência social e familiar durante determinado tempo, onde recebe todo os acompanhamentos essenciais a sua saúde seja física ou psicológica. Aqui na Clínica Hospitalar do Grupo Recanto este tempo é de seis meses, pois acreditamos que este é um período necessário e importante para que o paciente tenha um tratamento completo.

Neste ambiente ele também recebe tratamento através do auxílio de uma equipe multidisciplinar. Para que assim tire o seu foco do consumo exagerado de álcool ou drogas, e crie hábitos de vida saudáveis que colaborem com o seu processo de recuperação. 

Quando o tratamento ambulatorial é a melhor opção para o dependente químico?

A internação voluntária é ideal para quem mantém o discernimento e deseja interromper o ciclo de uso antes que ele se agrave. Nesse cenário, o reconhecimento individual do prejuízo causado pelas drogas funciona como o principal motor para o sucesso terapêutico.

Quando a pessoa consegue viver ainda em sociedade e sua vida não se encontra em colapso físico, psicológico, financeiro e familiar. Nestes casos a pessoa ainda possui um controle sobre a sua vida, e ainda consegue manter e preservar suas atividades rotineiras, como por exemplo trabalhar. 

Abordagens e o tratamento ambulatorial

O tratamento ambulatorial envolve diversos tipos e métodos de tratamento, pois o paciente recebe um acompanhamento de um equipe multidisciplinar. E desta forma, o paciente pode realizar exames, para que a sua demanda seja mais bem atendida.

O tratamento integral combina diferentes frentes para garantir que o paciente se recupere fisicamente e emocionalmente. Sob esse ângulo, a união entre a ciência médica e o suporte psicológico cria uma barreira sólida contra o vício, tratando tanto os sintomas quanto as causas.

Medicamentos

Os medicamentos representam um dos métodos que podem ser utilizados no tratamento, lembrando que só pode ser prescrito pelos médicos. Eles são prescritos de acordo com o quadro do paciente, e podem ser essenciais no tratamento.

A depender do nível de dependência e dos riscos a saúde, através de uma avaliação feita pela equipe multidisciplinar podem ser receitados medicamentos que auxiliem o paciente em sua recuperação. 

Terapia individual

A terapia é outro método de tratamento muito importante no processo, pois ela auxilia o paciente a se desenvolver por meio do autoconhecimento para que ele tenha o seu foco voltado para a sua recuperação.

Ela tem o objetivo de ajudar o paciente em questões de ordem psicológica e emocional, que esteja atrapalhando o seu processo de mudança de hábitos. Por meio de acompanhamento terapêutico individual o paciente consegue colocar em prática e se libertar do sofrimento gerado pela falta da droga. 

Terapia em grupo

Na terapia de grupo o paciente encontra um ambiente acolhedor que dá possibilidades para que por meio de compartilhamento de experiências de vida, possa encontrar forças para continuar no caminho da sua recuperação. 

É nela que o paciente consegue ser compreendido, até porque é composto por pessoas que estão vivenciando as mesmas situações em sua vida. Existe uma troca de experiências que promove o autoconhecimento do dependente, dando a possibilidade para que ele possa lidar com as adversidades desse caminho tão difícil que é a abstinência de drogas.

Desta forma, ele consegue compreender melhor a si mesmo e as suas atitudes, que o fizeram cair no mundo do álcool ou das drogas. Para que assim, possa enfrentar os desafios da vida sem precisar recorrer ao consumo dessas substâncias.

Crises de abstinência durante o tratamento ambulatorial

A crise de abstinência é um processo considerado desafiador para o dependente químico, pois ele é um processo desagradável, pois pela interrupção do consumo de drogas a pessoa a depender do grau de dependência, começa a apresentar variados sintomas desagradáveis.

A agilidade no acolhimento é o fator determinante para o sucesso da recuperação. Sob essa ótica, o início imediato das intervenções clínicas interrompe o ciclo de danos e permite que o paciente se sinta seguro e amparado desde o primeiro contato com a equipe.

Irritabilidade

As drogas são substâncias alteradoras do humor e portanto, o dependente pode sentir-se irritado principalmente no processo da abstinência. Além disso, como cada tipo de droga tem um efeito específico, que pode acabar influenciado e alterando o humor da pessoa. 

O perigo do consumo excessivo de drogas é visível e seu uso crônico a longo prazo pode fazer a pessoa se comportar de maneira compulsiva e obsessiva, pois nem ela mesma muitas vezes consegue controlar. 

Agressividade

A dependência química se caracteriza por comportamentos impulsivos, pois envolve aspectos biopsicossociais. A agressividade é outro comportamento que os dependentes químicos podem ter, pois eles podem apresentar um comportamento mais violento, porque muitas vezes o que mais importa é a sua relação com as drogas.

A agressividade se mostra evidente dentro da dependência especialmente quando a pessoa se encontra privada de consumir as substâncias de sua preferência. Em sua vida, a pessoa pode ser agressiva com as pessoas em nenhum motivo, pois o consumo excessivo de drogas acaba por modificar o seu comportamento. 

Delírios

Os delírios representam uma ruptura com a realidade, podendo surgir tanto na intoxicação quanto na privação da substância. Sob esse ângulo, o uso prolongado pode danificar circuitos cerebrais de forma tão severa que desencadeia quadros psicóticos permanentes ou transitórios.

Certas substâncias atuam diretamente nos neurotransmissores, desregulando a comunicação entre os neurônios. Por conseguinte, essa interferência no Sistema Nervoso Central (SNC) distorce a percepção sensorial e o julgamento da realidade, culminando em quadros delirantes.

Confusão mental

Com a interrupção do consumo de drogas, a pessoa pode também apresentar esse efeito negativo. Vale lembrar que a manifestação de confusão mental depende também do nível de dependência em que a pessoa se encontra. 

A confusão mental ocorre quando o cérebro perde a capacidade de processar informações de forma clara, prejudicando o estado de alerta. Sob esse prisma, o indivíduo enfrenta dificuldades para reconhecer o tempo, o espaço ou até a própria identidade, o que gera insegurança e desorientação.

Transtornos de ansiedade

Os transtornos de ansiedade se caracterizam por um sentimento de preocupação ou medo excessivo relacionados ao futuro, alguns de seus sintomas incluem a irritabilidade, alterações no sono e inquietação. Assim como outros tipos de transtornos possui diferentes causas, e entre elas se encontra o uso excessivo de drogas.

Alguns exemplos de transtornos de ansiedade são o transtorno obsessivo compulsivo e o estresse pós-traumático. Desta forma, o consumo de substâncias psicoativas contribui para o desenvolvimento desses tipos de transtornos. 

Muitas vezes, a dependência surge como uma tentativa de automedicação para dores invisíveis. Nesse contexto, o uso de substâncias funciona como um “refúgio temporário” para aliviar o desconforto causado por depressão, ansiedade ou traumas não tratados.

Como lidar com as crises de abstinência no tratamento ambulatorial

A crise de abstinência exerce um grande impacto sobre a saúde física e mental da pessoa, além de influenciar todas as áreas da vida e por conta disso, exige soluções rápidas. Desta forma, é essencial que seja diagnosticado o quanto antes, para que os tratamentos sejam realizados.

Tratar a abstinência precocemente e sob supervisão técnica é vital para evitar complicações clínicas graves. Com efeito, como cada organismo reage de forma única às substâncias, o suporte especializado permite que os protocolos de segurança sejam ajustados em tempo real às necessidades do paciente.

Com isso, o tratamento se torna mais eficaz e benéfico na recuperação do paciente. Nesse tipo de situação podem ser prescritos pelos profissionais que acompanham o caso medicamentos. 

O acompanhamento contínuo é o que sustenta a reabilitação após a fase crítica. Sob esse prisma, a integração entre terapia e atividades complementares cria uma rede de proteção que ensina o paciente a navegar pelas oscilações emocionais sem retroceder ao consumo.

Qual é a importância do apoio dos amigos e familiares durante o tratamento ambulatorial do dependente?

Os familiares e amigos do dependente químico, representam um suporte e apoio essenciais não só durante o tratamento mas também, após ele. Tanto os familiares e os amigos quanto os dependentes químicos sofrem com esse processo. 

Por conta disso, familiares e amigos ao invés de criticar ou desprezar a pessoa, devem ser fonte de acolhimento. Nesse momento, devem dar forças para que consiga vencer essa batalha, pois é justamente neles que o dependente consegue encontrar confiança e motivação dentro do tratamento.

Essa conclusão reforça que a união entre suporte técnico e disposição individual é o motor da mudança. Nesse sentido, o tratamento deixa de ser apenas uma interrupção do uso e passa a ser o alicerce de uma trajetória livre de substâncias e cheia de novos propósitos.

Conclusão

O tratamento da dependência química representa o passo inicial de uma vida livre do consumo abusivo de álcool ou drogas. Ao longo do texto procurei te explicar a respeito do tratamento ambulatorial, o abordando em diferentes aspectos.

O tratamento ambulatorial é indicado para casos de dependência leve ou moderada, onde o paciente mantém a consciência do problema. Diferente da internação, essa modalidade permite que o indivíduo receba suporte especializado sem se afastar totalmente de sua rotina.

Desta forma, no tratamento ambulatorial o paciente não se afasta de suas atividades diárias, mas recebe todo o tratamento necessário. A internação é outro processo que pode ser ainda mais eficaz, pois, nela o paciente fica afastado por um período de seis meses, de tudo aquilo que o faz se relacionar com as drogas.

Vale lembrar que a pesquisa é a chave para que você se encontre informado sobre as mais diversas variedades de métodos de tratamento e consiga ajudar quem mais precisa. Representa uma atitude de amor e comprometimento o suporte de amigos e familiares nesse processo.

Portanto, continue ligado aqui no blog e fique informado sobre as diversas questões que envolvem o tema da dependência química e saúde mental.

NÓS LIGAMOS PARA VOCÊ

Fabrício Selbmann é psicanalista, palestrante sobre Dependência Química e diretor da Recanto Clínica Hospitalar – rede de três clínicas de tratamento para dependência química e saúde mental, referência no Norte e Nordeste nesse segmento.

Especialista em Dependência Química pela UNIFESP, pós-graduado em Filosofia | Neurociências | Psicanalise pela PUC-RS, além de especialização na Europa sobre o modelo de tratamento Terapia Racional Emotiva (Minessota).

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