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Maconha e Depressão: o que os estudos dizem sobre essa relação?

A maconha é uma das drogas ilegais mais consumidas e assim como as outras ela também pode gerar diferentes efeitos negativos, que vão desde físicos, psicológicos a emocionais. Os efeitos iniciais dessa substância podem até serem agradáveis, porém, ao longo do tempo é que as consequências começam a aparecer, podendo se tornar algo mais profundo, entenda mais sobre maconha e depressão.

É justamente por ter efeitos relaxantes e ser de fácil acesso que a maconha se torna muitas vezes a “queridinha” da galera. Nunca se sabe se uma pessoa irá desenvolver a dependência, pois ela envolve diferentes fatores, como influencia de amigos, alívio do sofrimento emocional ou uma espécie de divertimento.

A maconha muitas vezes por ser originária de uma planta, pode ser vista como algo inofensivo, porém, assim como as outras drogas podem representar um pesadelo. Este assunto é envolvido de muitas dúvidas e questionamentos, está curioso para conhecer mais sobre o assunto?

Continue acompanhando a leitura do artigo, e conheça mais a respeito.

A maconha e a depressão

A maconha (Cannabis Sativa) é um tipo de droga ilícita, ou seja, tem seu uso proibido por lei. O consumo da maconha muitas vezes não é tratado com preocupação, pois as pessoas custam a comparar seus prejuízos a saúde com outros tipos de drogas, porém, assim como as outras ela também é perigosa, especialmente para a saúde mental.

Prejuízos causados

Os prejuízos causados pelo consumo da maconha se relacionam a quantidade, tempo de uso e frequência, assim como também a sua mistura com outras substâncias e do próprio organismo de quem usa. Os efeitos gerados por ele podem ser de curto e longo prazo.

O que era apenas usado “de vez em quando” pode passar a ser consumido com mais frequência e evoluir para a dependência dessa substância e o risco de desenvolver doenças mentais como a depressão, ansiedade e esquizofrenia por exemplo. A maconha é um tipo de droga alucinógena, que altera o funcionamento normal do cérebro e acaba provocando distorções da realidade.

Inicialmente o consumo da maconha pode parecer benéfico, e proporcionar sensação de relaxamento, bem-estar e alívio de estresse, porém, somente a curto prazo, pois com o uso crônico os efeitos podem se inverter e se tornar desagradáveis. 

Depressão

A depressão se caracteriza por ser um transtorno que afeta o modo como a pessoa se sente, o que pode provocar tristeza intensa, falta de interesse em atividades antes prazerosas em que a pessoa apresenta um humor rebaixado o que pode fazer a pessoa ir em busca de um alívio imediato e acaba encontrando na droga, como a maconha.

Por conta disso, a pessoa pode vir a desenvolver a dependência a química, porém, o contrário também pode vir a acontecer, onde ela pode pois acabar desenvolvendo a depressão pelo consumo excessivo da maconha ou por causa da abstinência, ou seja, pela falta da droga.

As pessoas que buscam alívio para seu sofrimento emocional, muitas vezes, podem vir a consumir a maconha por conta de seus efeitos relaxantes ou fuga da realidade, assim como também para diminuir os sintomas de alguns transtornos como por exemplo a depressão.

O consumo excessivo de maconha a curto prazo pode até diminuir os efeitos da depressão, mas, acabar piorando seus sintomas. Porém, vale lembrar que tanto os efeitos da maconha quanto a depressão se manifestam de maneiras diferentes em cada pessoa e dependem do tempo de uso, frequência e quantidade da substância consumida.

O que os estudos médicos dizem sobre o uso da maconha como tratamento para depressão?

Desde os tempos antigos, a planta Cannabis sativa (maconha) vem sendo utilizada com objetivos medicinais, entre as diferentes culturas, apesar de atualmente já se conhecer os efeitos negativos da substância. Existem evidências também de que ela era usada para o tratamento de diferentes tipos de doenças.

Historicamente, a Cannabis possui uma trajetória milenar no alívio de sintomas psiquiátricos, sendo utilizada na Índia antiga como tranquilizante para ansiedade. Posteriormente, no século XX, a medicina moderna passou a investigar e aplicar extratos da planta para tratar transtornos específicos de forma mais técnica.

Contudo, ainda no século XX a utilização da maconha para fins medicinais acabou diminuindo, principalmente na área da psiquiatria. Este fato aconteceu por conta de variados motivos, como por exemplo ao fato de que as principais substâncias da maconha não tinham sido isoladas e seus extratos variavam, o que poderia acabar gerando efeitos prejudiciais a saúde. 

Além disso, houve diversas limitações  do impostas pelo estado ilegal da substância, e ainda mais por conta de sua utilização com medicamentos psiquiátricos. Após isso, anos mais tarde através de vários estudos foram identificados que alguns componentes da Cannabis podem ter efeitos terapêuticos no tratamento de transtornos mentais e assim o interesse nesses estudos avançou novamente.

Uma pesquisa aqui no Brasil relata que a Cannabis possui efeitos terapêuticos antidepressivos, assim como também para ansiedade e outros tipos de transtornos mentais. Vale lembrar que ainda existe um caminho longo nos estudos e experiências a respeito da verdadeira eficácia dessa substância no tratamento da depressão.

Maconha e o tratamento para depressão

O potencial terapêutico não reside no consumo da planta em si, mas na extração de compostos específicos como o canabidiol (CBD). Nesse sentido, essa substância destaca-se por suas propriedades analgésicas e relaxantes, auxiliando no tratamento de transtornos sem os efeitos psicoativos da droga bruta.

A maconha é uma substância ilegal, sendo permitida apenas em apresentações farmacológicas específicas para fins medicinais. Nesse contexto, o acesso a esses produtos exige obrigatoriamente a prescrição de um médico e a retenção de receita no ato da compra.

Porém, não basta somente a prescrição médica, mas também é preciso a autorização da Anvisa o direito de adquirir esses medicamentos o que acaba deixando-os mais caros e de difícil acesso. 

A viabilidade do uso medicinal permanece sob constante escrutínio, dado que a ciência progride por meio de estudos contínuos. Nesse contexto, novas evidências podem levar à reavaliação de protocolos ou até a novas proibições, caso riscos anteriormente desconhecidos sejam identificados.

Como o uso descontrolado da maconha pode agravar o quadro de depressão?

O consumo excessivo de qualquer tipo de droga pode ser prejudicial tanto para a saúde quanto a vida da pessoa. A maconha por ser um tipo de droga considerada “leve” pela maioria das pessoas, porém, assim como qualquer outra ela também apresenta efeitos adversos.

De forma inicial os efeitos da maconha podem ser agradáveis, pois é um tipo de droga muito usada para desestressar, aliviar as tensões da vida, ou simplesmente como uma prática. Assim como as outras, essa droga pode acaba por alterar algumas funções do cérebro o que interfere diretamente no humor, comportamento, memória e atenção por exemplo.

Além disso, esses efeitos prazerosos do início, a longo prazo podem acabar se revertendo e com o uso contínuo, os seus efeitos negativos têm o potencial de se tornar duradouros, mesmo a pessoa interrompendo seu uso.

Para se ter uma ideia os efeitos negativos, vão desde o cérebro, sistema digestivo, respiratório, cardiovascular até os reprodutivos. O consumo descontrolado da maconha faz com que a pessoa que já tenha depressão agrave ainda mais a sua situação. 

Além do próprio uso por si só da maconha a longo prazo contribuir para o desenvolvimento da mesma. Vale lembrar também que o contexto, familiar, profissional e social também podem influenciar tanto no consumo das drogas. 

O consumo excessivo, a frequência e o tempo de uso representam fatores essenciais no processo de desenvolvimento de efeitos causados pelo uso crônico da maconha. Assim como também, depende do próprio organismo da pessoa e fatores genéticos por exemplo. 

Quais são os efeitos a longo prazo do uso da maconha no tratamento da depressão?

Sobre prescrição médica e acompanhamento essa substância, possui efeitos antidepressivos o que aumenta a produção de serotonina que atua regulando o humor e algumas funções cognitivas, pois quando esse neurotransmissor se encontra em pouca quantidade pode causar mau humor, alterações no sono e depressão.

Mecanismos Neurobiológicos da Maconha

A maconha interage diretamente com o sistema endocanabinoide, um complexo mecanismo regulador do nosso corpo. Nesse sentido, substâncias como o THC mimetizam moléculas naturais, ligando-se a receptores específicos no cérebro e alterando funções essenciais como memória, dor e humor.

Receptores Cannabinoides

  • CB1 e CB2: Os principais receptores canabinóides no cérebro são o CB1 e o CB2. O CB1 está principalmente localizado no cérebro e está envolvido na modulação de neurotransmissores, enquanto o CB2 é mais encontrado no sistema imunológico.
  • Ativação dos Receptores: Os componentes ativos da maconha, como o THC (tetraidrocanabinol), se ligam a esses receptores, imitando a ação dos endocanabinoides naturais. Isso afeta várias funções cerebrais, incluindo percepção, humor, memória e cognição.

Sistema Endocanabinóide

  • Regulação da Liberação de Neurotransmissores: A ativação dos receptores CB1 pelo THC modula a liberação de neurotransmissores, incluindo GABA, glutamato, dopamina e serotonina, que são essenciais para o humor, ansiedade e processos cognitivos.
  • Efeitos Neuroprotetores: Alguns estudos sugerem que os endocanabinoides podem ter efeitos neuroprotetores, ajudando a regular o estresse oxidativo e a inflamação no cérebro.

Efeitos sobre Neurotransmissores Relacionados à Depressão

  • Dopamina: A maconha pode aumentar temporariamente os níveis de dopamina, o que contribui para a sensação de euforia. No entanto, o uso crônico pode levar a uma diminuição da sensibilidade dos receptores de dopamina, potencialmente piorando os sintomas de depressão a longo prazo.
  • Serotonina: Embora o THC influencia indiretamente os sistemas serotonérgicos, a relação entre maconha e serotonina é complexa e pode variar dependendo da dose e da frequência de uso. A serotonina é um neurotransmissor chave envolvido na regulação do humor, e desequilíbrios nesse sistema estão diretamente relacionados à depressão.

Como saber se uma pessoa com depressão está fazendo o uso excessivo de maconha?

Alguns comportamentos específicos podem ser notados quando uma pessoa está consumindo drogas de modo excessivo e com a maconha não é diferente. Além disso, alguns sintomas da depressão podem acabar sendo confundidos com os do consumo de drogas, por isso é importante conhecer quais são eles. 

Os sintomas e comportamentos de quem está consumindo maconha em excesso podem ser ou não visíveis. E para reconhecer é preciso que se leve em consideração os antigos hábitos da pessoa assim como os atuais. Aconteceu alguma mudança em seu comportamento? Além de seus sintomas depressivos ela apresenta outros? 

A depressão manifesta-se por tristeza profunda, perda de interesse em atividades prazerosas e falta de energia persistente. Desse modo, alterações no sono e no peso são sinais físicos frequentes que pessoas próximas costumam identificar primeiro.

Uma pessoa que está vivenciando essas sensações e sentimentos, pode fazer uso da maconha, e por conta disso, passar a apresentar mudanças de humor e de comportamento, podendo ficar mais introspectiva, e mau humorada pois a droga altera o seu modo de se comportar e viver. 

Além disso, com a progressão da dependência na droga a pessoa pode passar a se isolar ainda mais e viver somente com o foco em satisfazer seu prazer e desejo pela droga. A pessoa depressiva que antes tinha alguns hábitos ainda saudáveis de vida na alimentação por exemplo, pode apresentar tanto a falta quanto o excesso de apetite. 

A própria fisionomia da pessoa, pode refletir o seu consumo excessivo de maconha pois alguns sinais físicos são visíveis, como por exemplo, olhos vermelhos e euforia. Portanto, o uso excessivo da maconha também pode agravar os sintomas depressivos. 

Qual é a importância de fazer o tratamento adequado para depressão?

Um tratamento adequado permite a pessoa com depressão conquistar e desenvolver hábitos de vida mais saudáveis. Para melhores resultados o tratamento deve ser seguido de forma correta e sobre a orientação de profissionais da saúde qualificados. 

O tratamento permite identificar as causas da depressão e modificar hábitos nocivos ao restabelecimento psíquico. Nesse sentido, o processo terapêutico funciona como um mapeamento de vida, revelando comportamentos automáticos que impedem a cura e promovendo escolhas mais saudáveis.

Quais são os tratamentos mais comuns para depressão?

O tratamento contínuo consolida hábitos saudáveis essenciais para a recuperação e estabilidade emocional. Nesse sentido, o profissional de saúde deve personalizar a estratégia terapêutica, pois a depressão manifesta-se de forma única em cada indivíduo, apesar de sintomas comuns.

Desta forma, não existe um tempo determinado de tratamento, pois este depende de diferentes fatores como, a gravidade da depressão, os gatilhos associados a ela e do próprio paciente. Os tratamentos mais comuns, envolvem a psicoterapia e medicamentos, além de atividades que podem ser prescritas pelos profissionais da saúde. Conheça logo abaixo um pouco sobre esses métodos!

Psicoterapias

Essa é um dos principais métodos no tratamento da depressão, pois ela auxilia no avanço, desenvolvimento e modificação de comportamentos, atitudes, pensamentos e sentimentos que prejudicam a vida do paciente. Tem como objetivo trabalhar as possíveis causas dessa doença que a provocaram. 

Durante as sessões o paciente consegue aos poucos refletir sobre seus próprios sentimentos de modo profundo o que permite o seu autoconhecimento, que é uma ferramenta essencial para a sua melhora. Este tratamento não tem um tempo determinado e pode durar meses ou anos dependendo da gravidade da doença.

Medicamentos

Consultar um psiquiatra é vital para superar a depressão e restaurar a saúde psíquica, o que torna urgente abolir o preconceito contra essa especialidade. Nesse contexto, o médico prescreve antidepressivos especialmente em casos moderados e graves para estabilizar o paciente.

Antidepressivos compõem o tratamento, exigindo prescrição e acompanhamento médico rigorosos para garantir a segurança do paciente. Dessa maneira, o uso desses fármacos deve ocorrer estritamente sob supervisão profissional para evitar riscos e assegurar a eficácia terapêutica.

Qual é o prazo de tratamento para depressão?

Para falar sobre esse tempo é importante lembrar que a depressão é uma doença crônica, que não possui cura, mas que é tratável. Não existe um tempo determinado, pois ele varia de pessoa para pessoa e este pode durar meses ou anos, a depender da gravidade. 

Onde encontrar uma clínica de tratamento para depressão?

Pesquisar e visitar a instituição de saúde são etapas fundamentais para garantir a segurança no tratamento de um familiar. Dessa forma, conhecer o ambiente e a metodologia da clínica permite que a família participe ativamente do processo de recuperação, compreendendo que a depressão é uma doença multifatorial.

Desta forma, o seu tratamento deve ser o mais completo possível, e pensando nisso, a Clínica Hospitalar do Grupo Recanto desenvolveu um método de tratamento em saúde mental integral. Nós somos referência no Norte e Nordeste no tratamento de saúde mental e dependência química.

Estamos sempre prontos para ajudar, nossa estrutura garante todo o suporte e apoio que são de grande importância nesse processo. Assim como os pacientes, os familiares também recebem todo o suporte e atenção, pois sabemos que eles também sofrem em todo o processo.

Conclusão

A informação e a conscientização combatem os estigmas e preconceitos enraizados sobre o uso de drogas e a depressão. Sob esse prisma, é vital esclarecer que ambos os quadros, em casos graves, não possuem cura, mas admitem tratamentos eficazes para o controle e a qualidade de vida.

A maconha é um tipo de droga em que muitas pessoas acreditam ser “leve” e não prejudicar a saúde. Porém, o fato é totalmente o contrário, pois, assim como as outras drogas ela também pode fazer a pessoa se tornar dependente.

O consumo prolongado de maconha gera prejuízos que variam conforme o tempo de uso, a frequência e a quantidade consumida. Nesse sentido, fatores biológicos internos e contextos sociais externos determinam a gravidade dos danos à saúde e às relações do indivíduo.

Portanto, a Clínica Hospitalar do Grupo Recanto está sempre pronta para auxiliar tanto o dependente de drogas quanto as questões que envolve a saúde psíquica. Possuímos uma equipe de profissionais especializados, infraestrutura e os tratamentos mais modernos, respeitando sempre a particularidade de cada um.

NÓS LIGAMOS PARA VOCÊ

Fabrício Selbmann é psicanalista, palestrante sobre Dependência Química e diretor da Recanto Clínica Hospitalar – rede de três clínicas de tratamento para dependência química e saúde mental, referência no Norte e Nordeste nesse segmento.

Especialista em Dependência Química pela UNIFESP, pós-graduado em Filosofia | Neurociências | Psicanalise pela PUC-RS, além de especialização na Europa sobre o modelo de tratamento Terapia Racional Emotiva (Minessota).

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